Exportação – 8 dicas para vender no exterior

Este é o relato que mais escuto dos empresários em relação à exportação…

Sua empresa está há anos no mercado, já ganhou a confiança de clientes brasileiros e possui o reconhecimento de mercado, mas nunca conseguiu vender nenhum produto para clientes no exterior. Não conseguiu encontrar oportunidades em outros países ou entender o processo de maneira simplificada.

Isto também acontece com sua empresa?

Algumas empresas até tentaram contatar prováveis clientes no exterior, mas a barreira do idioma e as dúvidas sobre as procedimentos corretas, o preço adequado e a legislação, impedem que o negócio seja concluído com segurança.

Sem problemas, é comum enfrentar estas dificuldades no início. Porém, com a preparação correta sua empresa poderá conseguir bons negócios a partir de agora.

Preparei algumas dicas que irão auxiliar sua empresa na fase de planejamento da exportação, como na busca de clientes no exterior, na formação de preço de vendas, na mitigação de riscos, e muito mais.

A dica #7 é a mais importante na minha opinião, e na maioria das vezes é ignorada pelos traders e artigos da internet. Ela é a que diferencia uma empresa que terá sucesso na exportação de seus produtos, das empresas que vão investir muitos esforços no projeto e não perceberão o retorno.

Vamos lá? Tome note e em caso de dúvidas não deixe de comentar abaixo ou nos contatar!

 

DICA #1: DEFINIR A SUA ESTRATÉGIA

 

Planejamento e estratégia são as palavras-chave para qualquer empresa que deseja exportar.

Alguns empresários relatam que o foco da exportação é o “mundo inteiro”, ou seja, na verdade não possuem um foco. Pesquisar os mercados consumidores de seu produto e definir países ou regiões do globo onde há deficiências na oferta do mesmo é essencial para o sucesso de uma operação de vendas internacional. Fazer uma lista de países e realizar uma pesquisa de mercado neles é uma dica valiosa. Procure na internet informações sobre os concorrentes no país de destino da mercadoria, assim como os preços praticados e as deficiências que os clientes enfrentam no dia-a-dia.

Use blogs, fóruns na internet, redes sociais, e eventualmente ligue para clientes e distribuidores para conversar sobre o assunto. Os comentários dos profissionais destes países são as fontes de informações mais confiáveis sobre a dinâmica do mercado e fornecerão subsídios para as decisões que você irá tomar.

As informações que você coletar podem lhe auxiliar em definir o seu modelo de atuação, como a linha de produtos que será ofertada, o canal de distribuição (departamento próprio, representantes internacionais ou distribuidores) e como será feita a entrada neste mercado.

Outra pergunta importante que devemos fazer a nós mesmos é em relação a capacidade produtiva de sua fábrica. Você consegue atender o mercado doméstico e ao exterior sem ter problemas de atrasos na entrega? Os clientes internacionais são muito sensíveis ao prazo de entrega e podem perder a confiança em você caso algum pedido não seja embarcado conforme combinado na negociação.

É importante que todas as condições sejam cumpridas e que você não tenha custos extras para finalizar o pedido, como a contratação de hora-extra (que deve ocorrer somente em casos de urgência) – planejamento deve vir em primeiro lugar.

Proforma Invoice na Exportação - Fatura Comercial - NEST Consultoria

 

DICA #2: VENDEDORES NO EXTERIOR: DEPARTAMENTO PRÓPRIO, REPRESENTANTE COMERCIAL OU DISTRIBUIDORES

 

As modalidades mais comuns de canais de distribuição são:

Representante comercial no exterior

 

Alternativa com menor custo de implementação e manutenção, os representantes comerciais podem estar baseados no Brasil ou no exterior e são responsáveis pelo relacionamento entre empresas brasileiras e estrangeiras.

Estes profissionais são responsáveis por: prospectar novos clientes em diferentes países, apresentar a linha de produtos, receber cotações e pedidos que serão analisadas pelas empresas. Além disto, espera-se que o representante tenha conhecimento de sua região de atuação, tendo contato prévio com distribuidores, varejistas e indústrias do setor em questão. A comissão costuma variar de 1 a 10% .

 

Departamento de vendas próprio para exportação

 

Opção geralmente de empresas maiores ou com grandes volumes de exportação, o departamento interno de vendas para exportação irá trabalhar com as mesmas atribuições do representante comercial e poderá fazer este trabalho por telefone, visitas presenciais, ou estandes em feiras do setor.

Os departamentos demandam um investimento maior por parte das empresas pois os profissionais necessitam ser capacitados em línguas estrangeiras e todos os custos serão alocados em uma única empresa, diferentemente do representante comercial que fará uma viagem para representar diversas empresas brasileiras e dividirá as despesas.

Por outro lado, empresas que possuem departamentos internos de vendas para exportação possuem maior controle sobre a negociação e o relacionamento com o cliente e podem controlar o nível de serviço prestado.

Modelo proforma invoice - NEST

Distribuidores no exterior

Distribuidores no exterior são uma ótima opção para empresas que preferem focar suas operações em poucos pontos focais no exterior, Ou seja, prospecta-se um distribuidor em determinada região que irá estocar seus produtos no exterior e comercializar para os varejistas locais.

Esta opção é ótima para empresas que estão iniciando suas operações no exterior e querem testar a demanda em determinado país. Porém, há pouca diversificação e as margens são menores.

 

DICA #3: QUALIDADE DOS PRODUTOS

 

O mercado internacional é extremamente competitivo e você deve entregar produtos de excelente qualidade.

Tenha em mente que clientes no exterior possuem acesso a fornecedores no mundo inteiro, e consequentemente têm diversas opções de preço, qualidade e prazo de entrega. Otimize sua empresa e invista constantemente na melhora dos processos produtivos, equipamentos, treinamento e matéria-prima para que o importador perceba o seu diferencial.

DICA #4: ADAPTAÇÃO DE EMBALAGENS E MATERIAL DE VENDAS

 

Em muitos os casos é necessário adaptar a embalagem de seus produtos para o mercado externo, especialmente através da tradução para outros idiomas das instruções de uso e detalhes técnicos.

Porém, além disto, é necessário conhecer o consumidor do mercado de destino e desenvolver o design de acordo com suas preferências e gostos locais. Todos os materiais de vendas a serem distribuídos para os clientes no exterior devem estar em língua estrangeira e sem preços, assim você poderá negociar os valores de acordo com as quantidades solicitadas.

 

DICA #5: LOGÍSTICA INTERNACIONAL, FRETE E SEGURO

 

A logística internacional é customizada e dependerá de cada tipo de produto. A exportação poderá ser feita através de transporte aérea, marítimo ou rodoviário. É necessário avaliar vários fatores para tomar esta decisão, como:

  • Tamanho do produto
  • Peso do produto
  • Perecibilidade (O produto é percecível)?

Frete e seguro geralmente são responsabilidade do importador, portanto sua lista de preços será na modalidade FOB ou FCA (leia mais detalhes aqui). É comum que sua empresa, o exportador, deva entregar as mercadorias em algum porto ou transportadora no Brasil, e após isto o agente de carga do cliente se encarregará dos trâmites.

Modelo proforma invoice - NEST

DICA #6: SATISFAÇÃO = PERSPECTIVA – EXPECTATIVA

 

A qualidade do produto deve ser adaptada para o mercado e para o preço praticado. As vezes os clientes aceitam qualidades inferiores caso o preço acompanhe isto.

Portanto, é importante alinhar com os importadores quais são as expectativas em relação ao produto, quem será o consumidor final, e como será feita a distribuição no país de destino. Estas informações são importantes para adaptarmos as especificações técnicas e alinharmos o que o importadora espera.

 

DICA #7: FORMAÇÃO DE PREÇOS PARA EXPORTAÇÃO – UMA LISTA DE PREÇOS E ESTRATÉGIA PARA CADA PAÍS

 

Esta é a dica mais importante da exportação! Ressalto este tema com todas as empresas que me procuram para iniciar suas operações de comércio exterior.

Cada país deve ter uma estratégia diferente, além de uma lista de preços customizada para. E qual seria o motivo? Esta é fácil responder… Todo país possui um cenário único, com clientes e concorrentes diferentes.

Isto implicará em outras questões, como preço, prazos de entrega, qualidade esperada e oferta dos produtos. Portanto, é possível ganhar margens maiores em locais onde há pouca oferta e concorrência, porém, iremos compensar com lucratividade menor em mercados concorridos.

Sugiro que cada empresa faça uma pesquisa de preços em cada país e possua uma lista de preços flexível. Além disto, na exportação é comum que os volumes sejam maiores, o que demandará maiores descontos por parte do exportador. Esteja preparado para negociar de acordo com a quantidade, e adaptar-se para o mercado consumidor.

Pequena e média empresa importação - NEST Consultoria

 

DICA #8: PREPARAÇÃO NUNCA É DEMAIS

 

Busque treinamentos, leia artigos e informe-se sobre o comércio exterior e o seu mercado de atuação. O mundo está sempre evoluindo e os negócios também…

Procure materiais na internet, livros e conversar com profissionais que irão lhe auxiliar nas suas dúvidas, mas o importante é não deixar de aproveitar das oportunidades de comércio exterior e mudar totalmente seu patamar de faturamento.

 

RESUMO (COMO VENDER PARA O EXTERIOR)

 

Hoje é o melhor momento para sua empresa ir para o próximo patamar e encontrar um novo mundo de oportunidades.

A exportação é a oportunidade de diversificar o seu mercado consumidor e deixar sua empresa menos dependente das oscilações da economia doméstica, além de evitar os problemas de inadimplência e crédito que muitos empresas sofrem atualmente.

Exportar é uma questão de planejamento, estratégia e que certamente lhe renderá bons frutos. Deixe seus comentários e assine nosso blog para receber mais notícias sobre o tema!

Modelo proforma invoice - NEST

Tendências no comércio exterior

Vários são os detalhes que precisamos considerar quando a intenção é examinar as tendências e perspectivas no comércio exterior. As exportações pelo mundo não param de crescer e se diversificar nos últimos anos, com novas opções de mercado e inclusão de países até então deixados de lado na lista de oportunidades e exportações.
E para fazermos uma análise bem realista e que permita uma boa noção daquilo que realmente tem acontecido e que pode ainda vir a acontecer, separamos algumas informações que serão importantes para a sua análise e conclusões.

1 – A logística internacional

A logística internacional tem encontrado cada vez mais facilidades e pontos positivos a seguir. A disponibilidade de novas rotas globais aumentou a expectativa de novos mercados exportadores, o que gera preços ainda mais competitivos e aumento das opções para quem deseja importar produtos de boa qualidade a preços satisfatórios.
A grande vantagem e que facilita ainda mais todo o processo é o desenvolvimento de empresas especializadas em fazer a ponte entre exportador e importador de forma profissional, com conhecimento total do mercado, auxiliando o cliente em todas as fases do processo e evitando que haja prejuízos e negócios equivocados.

2 – Importação de diferentes países

Até certo momento, existiam certos países que dominavam as exportações mundiais e isso, de certa forma, prejudicava os países importadores, que ficavam sem muitas opções, sendo muitas vezes reféns de preços não tão competitivos.
Mas o surgimento de novas opções abriu o leque de possibilidades e, hoje, é possível diversificar as negociações com diferentes mercados.

Quem imaginaria que países como Turquia, Índia e México hoje seriam excelentes alternativas no comércio mundial?

Com o auxílio de empresas especializadas, isso se torna ainda mais possível, pois você terá acesso a fornecedores qualificados, e terá alguém que acompanhará de perto todo o processo de embarque e entrega da sua mercadoria.
Somando-se a isso, a introdução de novos mercados possibilita importar de vários locais ao mesmo tempo, aproveitando as melhores oportunidades espalhadas pelo mundo.

3 – Distribuidoras de produtos internacionais

Uma nova e importante tendência do mercado atual é a ação de empresas distribuidoras de produtos internacionais. Tais corporações têm a capacidade de importar produtos de um país e depois exportá-los para outros países.
De certa forma, podemos dizer que, pela sua capacidade de estocagem, essas empresas substituem vários países e negociam diretamente com outras nações, estipulando novas condições de acordos comerciais.
Mas esse tipo de negociação só é possível com empresas com grande poder de negociação, capital disponível e local para estocagem.

4 – Diversificação do portfólio de produtos

É possível que você imagine que para diversificar a lista de produtos você tenha que investir mais capital na produção dos mesmos, correto?
Mas isso não é preciso quando você importa produtos complementares de outros países e tem a condição de fazer o cross selling. Isto quer dizer que você pode atender em plenitude o seu cliente, suprindo todas as necessidades que o levaram a comercializar com você e ainda complementar com novos produtos.
Em outras palavras, você não precisa investir na produção de novos produtos, vende novas possibilidades com as importações, aumenta o seu faturamento e ainda cria diferencial no mercado.

5 – Sustentabilidade cada vez mais em voga

A preocupação com o meio ambiente tem crescido a olhos vistos. E estar antenado com a sustentabilidade melhora a imagem e atrai novos negócios, pois os clientes estão cada vez mais críticos e preocupados em se aproximar de empresas sérias e que tem ética na produção e comercialização de produtos.
E a vantagem do crescimento de empresas especializadas em comércio, negócios e logística internacional aumenta a possibilidade de encontrar parceiros preocupados com a responsabilidade social e ambiental.

Incoterms: Aprenda como proteger as suas importações e exportações

Incoterms são regras especiais que nos ajudam a proteger as operações de comércio internacional. Os termos mais importantes são CIF, FOB, EXW e FCA, e eles são utilizados para definir os custos e responsabilidades de impostos e logística durante o transporte das mercadorias.

Por exemplo, você já se imaginou na situação em que o contêiner é envolvido em um acidente rodoviário entre a fábrica do exportador e o porto de origem na China, de quem é a responsabilidade pelo pagamento dos danos causados? Isto dependerá das condições acordadas nas INCOTERMs e descritos no pro-forma invoice.

Quando falamos em comércio internacional, é importante tomarmos conhecimentos de todos os detalhes inerentes ao assunto; afinal, queremos fazer bons negócios e obter lucros e experiências satisfatórias. E uma das coisas que precisamos aprender são os Incoterms.

Os Incoterms são regras especiais que nos ajudam a interpretar termos muito utilizados no comércio internacional. Quando fazemos uma negociação dentro do nosso país, os percursos envolvidos são menores, ambos os lados conhecem a cultura local e não há o empecilho do idioma, que geralmente é uma grande barreira. Mas quando estamos tratando de comércio internacional, é preciso criar padrões gerais de distribuição e todos os detalhes referentes aos riscos e despesas do transporte de mercadorias.

Foi pensando em resolver todas essas questões que a Câmara de Comércio Internacional (CCI) criou os Incoterms, em 1936. Os Incoterms são divididas em:

  • Grupo E: partida (EWX)
  • Grupo F: transporte principal não pago (FCA, FAZ, FOB)
  • Grupo C: transporte principal pago (CFR, CIF, CPT, CIP)
  • Grupo D: chegada (DAF, DES, DEQ, DDU, DDP).

Para que você domine o assunto e se prepare ainda mais para o comércio internacional, separamos algumns Incoterms para você conhecer mais profundamente.

1 – CIF

CIF é a sigla de Cost, Insurance and Freight (Custo, Seguro e Frete). É uma condição comercial em que todos os tipos de despesas, incluindo seguro marítimo e frete, estão incluídas no preço negociado com o fornecedor. Ela é responsável não somente pelas despesas de transporte até o ponto de destino, mas também cuida dos riscos a que as mercadorias estão expostas durante o trajeto.

2 – FOB

FOB é a sigla de Free on Board. Os custos são por conta do vendedor até o momento em que as mercadorias, preparadas para a exportação, tenham sido embarcadas no navio indicado pelo comprador. Após isto, os custos com frete marítimo, o desembaraço no local de destino, e a entrega até o galpão do importador, é de responsabilidade do comprador.

3 – EXW

EXW é a sigla de Ex Works. É quando todos os custos ficarão por conta do comprador que terá a missão de retirar as mercadorias junto ao vendedor e trazê-las para o seu país. Ou seja, o exportador disponibilizará as mercadorias na fábrica do país de destino, e é responsabilidade do importador fazer o trânsito até o local desejado.

4 – FCA

FCA é a sigla de Free Carrier. A função do vendedor é entregar as mercadorias na empresa transportadora que o comprador indicou. É bastante utilizada no transporte aéreo, ferroviário ou multimodal.

 

Gostaria de saber mais detalhes sobre as Incoterms e como importar? Entre em contato conosco clicando aqui.

5 motivos para sua empresa começar a exportar agora mesmo

Exportar é muito mais do que uma boa opção para pessoas e empresas; é uma excelente alternativa de desenvolvimento. E, independente do receio de algumas pessoas, é importante ter em mente as diversas vantagens que existem.

Por isso, é hora de esclarecermos todas as dúvidas e mostrar que vale a pena exportar e que todo mundo ganha: o exportador, o importador e o mercado interno, com o ingresso de divisas e geração de emprego e renda.

 

Vantagens de exportar

 

1 – Diversidade de Mercados

Quando uma empresa se prepara para exportar, ela destina uma parte da sua produção para o mercado interno e a outra para o externo. Essa ação aumenta a carta de clientes em diferentes mercados. E uma das grandes vantagens desse empreendimento é que a empresa diminui os riscos e se torna mais independente, pois quantos mais mercados ela estiver atuando, menos dependente ela será e menos exposta estará a crises financeiras em determinadas regiões.

Além disso, é importante frisar que a diversidade de mercado acaba com o problema das empresas que vendem produtos sazonais. Por exemplo, se a empresa “X” vender casacos, ela não ficará dependente da estação fria no seu país. Ela terá condições de produzir durante todo o ano, atuando de acordo com a estação fria dos mercados em que ela estiver atuando.

 

2 – Crescimento da produtividade

Quando uma empresa dá início à exportação, ela precisa produzir em maior quantidade e também com qualidade cada vez melhor para conseguir ser competitiva no mercado internacional. Para isso ela precisará se modernizar e, pensando de forma global, sairá ganhando com todo o processo, pois a modernização leva ao crescimento da empresa.

 

3 – A qualidade do produto

Conforme mencionamos anteriormente, a internacionalização de uma empresa a obriga a se adaptar às exigências do mercado em que estiver atuando.Elas precisam adquirir tecnologia, pois essa é uma exigência dos mercados internacionais, que sejam seguidas normas e procedimentos.

O investimento na qualidade dos seus produtos será percebido por todos seus clientes, do mercado doméstico ou internacional, o que garantirá a sustentabilidade de sua empresa e a geração de receitas com o fortalecimento da marca e dos produtos.

 

4 – A carga tributária

Quem exporta tem a possibilidade de usufruir de mecanismos que ajudam a diminuir os tributos: são os incentivos fiscais.

Os incentivos fiscais eliminam tributos incidentes sobre os produtos nas operações realizadas no mercado interno. Nas exportações, é fundamental que os produtos cheguem ao mercado internacional com preços competitivos, e isso se torna possível pela compensação dos incentivos fiscais.

 

5 – Melhoria na empresa

Quando uma empresa se torna exportadora, tudo muda para melhor, seja nos processos internos como na imagem que o mercado tem sobre ela. Veja só:

Internamente

  • Padrões internacionais de gerenciamento, adotados em função das exigências do mercado externo.
  • Novas tecnologias empregadas, devido ao processo de internacionalização da empresa. É uma exigência dos mercados que irão importar os seus produtos.
  • Crescimento e qualificação da mão de obra para que seja possível alcançar todas as novas exigências do processo de exportação.
  • Fortalecimento do valor agregado da marca.

 

Externamente

  • Crescimento da marca, pois o consumidor passa a olhar a empresa com outros olhos, com mais respeito, o que tende a gerar mais vendas e fidelização do seu público-alvo.
  • Os fornecedores também passam a encarar a sua empresa com outra postura, o que pode melhorar o processo de negociação de produtos.

 

A peça importante para o sucesso da exportação

Agora que você já tem total certeza de que vale a pena exportar, é preciso definir todos os passos desse projeto com uma empresa especializada no assunto, pois é de fundamental importância que você tome conhecimento de todos os trâmites legais.

Além disso, quando você contrata uma empresa especializada, ela já tem conhecimento dos mercados internacionais e vai te direcionar para os melhores clientes, diminuindo por completo a possibilidade de prejuízos, com maus clientes e negociações que não sejam vantajosas para a sua empresa.

Esse é o melhor investimento na hora de exportar e você tem tudo para lucrar com isso.

Cotação para exportação: Como elaborar uma pro-forma invoice (fatura pro-forma)

Sua empresa recebeu uma cotação de um cliente estrangeiro e está se preparando para fazer sua primeira exportação? Então é hora de emitir sua primeira pro-forma invoice, também conhecida como fatura pro-forma.

A pro-forma invoice é um dos documentos mais importantes no comércio exterior, sendo utilizado tanto nas operações de importação como nas de exportação. Ela é utilizada na fase inicial da negociação, ou seja, no processo de cotação entre clientes e fornecedores estrangeiros, e serve para definir as condições comerciais e proteger ambos os lados de possíveis questionamentos e disputas comerciais que possam ocorrer no futuro. A fatura comercial também é utilizada para definir os custos e responsabilidades sob a mercadoria durante o transporte logístico.

Por exemplo, você já se imaginou na situação em que o contêiner é envolvido em um acidente rodoviário entre a fábrica do exportador e o porto de origem na China, de quem é a responsabilidade pelo pagamento dos danos causados? Isto dependerá das condições acordadas nos INCOTERMs e descritos no pro-forma invoice.

O pro-forma não é uma obrigação de compra ou pagamento por parte do importador, ele somente formaliza as negociação entre ambas as partes. Mesmo com o pro-forma assinado pelo cliente, é importante que o comprador realize o depósito antes que a mercadoria seja despachada. Além disto, é importante ressaltar que ele pode ser emitido em inglês ou na língua do importador.

Preparamos uma lista de itens que são recomendáveis para garantir uma operação segura e sem riscos. É aconselhável que todos os itens sejam preparados e conferidos com muita atenção pois o fornecedor se baseará nos mesmos para produzir e entregar as mercadorias. Os principais itens da pro-forma invoice são:

 

  • Consignee: Neste campo são descritas as informações cadastrais da empresa importadora dos produtos – razão social, endereço completo e telefone. Nos casos em que há intermediação da importação via trading, o campo consignee é preenchido com os dados da empresa de trading.
  • Notify: Empresa ou pessoa que poderá receber informações sobre o status da importação – também são utilizados os dados cadastrais de razão social, endereço completo e telefone. Este campo é muito utilizado em casos onde há importação via trading, sendo que o Notify é a empresa de destino da mercadoria.
  • Condições de pagamento: Esta seção do pro-forma invoice detalha como será feito o pagamento das importações. Apesar de ser comum a utilização do pagamento antecipado, o fornecedor pode conceder prazo para pagamento, assim como o pagamento com carta de crédito.
  • Quantidade por produto: Quantidade a ser produzida por item.
  • Quantidade total: Somatório da quantidade de cada produto.
  • Valor unitário: Valor unitário por produto na moeda da negociação.
  • Valor total: É o campo que, além de somar o valor unitário multiplicado pela quantidade de cada item, é descrito por extenso com a moeda da negociação.
  • INCOTERM: os INCOTERMS definem as responsabilidades entre o importador e o exportador. Por exemplo, de quem é a responsabilidade pelo pagamento do frete, seguro e impostos? Até qual período da viagem a responsabilidade é do exportador? Os INCOTERMS mais comuns são:
    • CIF – Cost, Insurance and Freight: Quando o exportador informa o preço CIF, ele está nos dizendo que o mesmo inclui: custo da mercadoria, seguro e frete até o porto de destino final, ou seja, somente é necessário pagar os impostos de importação.
    • FOB – Free on Board: O exportador se responsabiliza a entregar a mercadoria no porto de origem, sendo responsável pelo transporte da fábrica até o costado do navio. Após isto, ou seja, durante o trânsito marítimo e desembaraço, as responsabilidades são do importador. É necessário acrescentar o porto de origem da mercadoria após a palavra FOB.
    • FCA – Free Carrier: Sempre acompanhado de um local de destino, o vendedor entregará a mercadoria neste lugar mencionado, sendo que é responsável por todos os custos e despesas até este local pré-definido.
    • EXW – Ex-works: O exportador disponibilizará a mercadoria na fábrica ou armazém de origem, ou seja, ele não se responsabilizará pelos custos de logística e despesas, como frete, seguro e impostos.
  • Condições de qualidade: Os requisitos de qualidade podem ser descritos nesta seção. É importante detalhar para o fornecedor as expectativas e parâmetros das mercadorias, assim não haverá surpresas no momento de desembarque da carga.
  • Validade da proposta: Toda proposta comercial deve ter uma validade que limita a data máxima em que a cotação é ainda válida. Esta data impede que futuras variações no preço não sejam aceitas pelo cliente caso ele leve um tempo grande para confirmar a cotação.
  • Data de embarque: O fornecedor dará uma previsão de embarque da carga, o que é muito importante para agendamento do frete com o agente de cargas, além da preparação da descarga no destino.
  • Canal bancário: É interessante descrever no pro-forma os dados bancários para facilitar o processamento do pagamento, assim como diminuir o risco de fraude em que alguém envia dados bancários incorretos para pagamento da fatura.
  • Assinatura: Tanto o importador como o exportador devem assinar o pro-forma invoice para garantir a veracidade e conferência das informações.

 

No link abaixo disponibilizamos um modelo de pro-forma invoice ideal para empresas que precisam começar a exportar com segurança. Ele contem todos os detalhes acima, você somente precisa adaptar a sua mercadoria. Baixe o modelo de proforma invoice clicando aqui!

Modelo proforma invoice - NEST

Você já emitiu ou recebeu a sua primeira pro-forma invoice? Você localizou todos os itens acima? Compartilhe sua experiência conosco nos comentários abaixo. Caso você tenha alguma dúvida sobre a fatura comercial, entre em contato conosco clicando aqui.

Primeiros passos da exportação

O mundo do comércio exterior é realmente fantástico! Seja com importações ou exportações, um sem-número de possibilidades nos coloca à frente de um mercado altamente promissor e em franco desenvolvimento. Pessoas, contatos, estratégias, investimentos, mercados e evolução. Várias seriam as palavras que poderíamos agregar a este segmento.

Todavia, hoje vamos nos deter na ação de exportar. E, como você já sabe bem, esta é uma iniciativa altamente vantajosa para todas as empresas e vale a pena gastar um pouco do seu tempo para conhecer um pouco mais sobre o assunto, aprender caminhos e conhecer quem pode realizar esse serviço com excelência para você.

 

Por que exportar?

 

Provavelmente essa é a primeira pergunta que vem à sua cabeça quando procura analisar os viabilidade de iniciar um projeto de exportação.

A palavra-chave é DIVERSIFICAÇÃO. A possibilidade de atuar em novos mercados é um dos grandes motivos que nos impulsiona a exportar. Aumentar e diversificar a carteira de clientes é uma ação que traz segurança para a sua empresa, tendo em vista que o mercado sempre oscila. Portanto, ficar preso apenas ao mercado interno pode deixar o seu empreendimento com menos alternativas de sobrevivência em tempos de crise.

Além disso, sua produção tende a aumentar com as exportações e consequentemente você poderá diluir os seus custos fixos e despesas administrativas através da economia de escala.

E não para por aí. Quando você se volta para novos mercados, precisa estar ciente de que cada país tem seus próprios procedimentos e exigências. Portanto, para atender a todos eles, você terá que adquirir novas tecnologias que, se num primeiro momento te levar a imaginar que seus gastos aumentaram, com o tempo você perceberá que era o impulso que a sua empresa precisava para dominar de vez o mercado.

 

Agora que você já conhece a importância de ser um exportador, é hora de aprender como se realiza esse processo

 

Ok, você já está convencido do valor e da importância de abrir a sua empresa para o mundo das exportações. Agora só falta aprender como fazer isso. Mas, tenha calma, no final você vai descobrir que existem pessoas preparadas para realizar esse processo pra você. Por isso, não existe nenhum motivo que possa te impedir de crescer e conquistar mercados mundo afora.

Tome nota, analise com imparcialidade e queira investir no mundo das exportações.

 

1 – Qual o tamanho da sua empresa?

 

Essa é a primeira pergunta que você deve fazer quando iniciar esse processo de ingresso no mercado exportador. Afinal, é importante investir de acordo com as suas reais possibilidades.

A capacidade de produção é um dos fatores decisivos e determinantes; a partir deles você conseguirá mensurar quanto da sua produção está voltada para o mercado interno, quanto sobra para o externo e qual a capacidade de crescimento e desenvolvimento produtivo que você é capaz de alcançar para melhorar a sua atuação neste novo mercado que bate à sua porta.

Dê cada passo de forma segura. Por isso, não é necessário criar, logo no início do processo, um departamento de exportação.

Mas antecipe-se e procure logo fazer o seu registro na Receita Federal e nos outros órgãos anuentes, de acordo com o tipo de produto que você pretende exportar. É preciso tomar essas medidas o quanto antes, pois o tempo de espera para estar de acordo com a lei é de cerca de 60 dias.

 

2 – Conheça o mercado para quem deseja exportar

 

Você só poderá dominar um segmento que você conheça bastante, concorda? Por isso, é essencial conhecer o mercado internacional; só assim você será capaz de definir qual é o seu público-alvo, encontrar os compradores em potencial, descobrir quais são os pontos do mercado que você precisa se adaptar e tabelar os preços médios que são praticados em outros países para poder oferecer um produto competitivo.

A fase da pesquisa de mercado não deve ser rápida; ela precisa ser bastante detalhada para que você possa dar o tiro certo, com menos possibilidades de errar o alvo.

 

3 – Uma ação tão importante precisa de especialistas

 

Você percebeu que exportar não é nada impossível, mas logo de cara teve a certeza de que a melhor coisa a fazer é se cercar de pessoas especializadas em exportações e negociações internacionais.

Afinal, é importante ter noção dos riscos reais quando investimos em mercados totalmente novos sem nos cercarmos de toda a segurança possível para ter sucesso ao invés de frustrações, dívidas e machas na imagem da sua marca.

Formar parcerias com pessoas que conhecem as características de cada mercado, têm contatos importantes no exterior e realizam esse tipo de trabalho há anos, é o melhor investimento que você pode fazer para ter êxito e, muito mais do que isso, para transformar a sua experiência exportadora num negócio altamente lucrativo.
Você já pensou em exportar? Compartilhe suas ideias conosco nos comentários abaixo.