Pagamento na Importação: modalidades

Todos os detalhes são importantes quando estamos tratando de importação. Afinal, você quer e precisa escolher as melhores opções, a melhor qualidade, os preços mais acessíveis e a modalidade de pagamento que mais se adequa à sua realidade e ao perfil da sua empresa.

Separamos quatro modalidades para que você tenha todas as informações sobre as vantagens e desvantagens de cada uma e, assim, possa tomar a decisão mais acertada.

Importação - NEST Consultoria
Importação – NEST Consultoria

Todas elas podem sofrer algumas alterações, dependendo do Incoterm (Termos Internacionais de Comércio que definem, no contrato assinado, todos os direitos e deveres do importador e do exportador) utilizado e também do meio de transporte internacional definido para a transação.

Vamos às modalidades de pagamento na importação:

 

Pagamento Antecipado na Importação

 

É a opção mais interessante para o exportador pois ela mitiga o risco de inadimplência. Além disto, é possível

 

Vantagens:

  • Quando ocorre variação do preço do bem importado, essa vantagem fica para o exportador;
  • O importador estreita laços com o exportador, gerando uma relação confiável e duradoura;
  • Apesar do pagamento ser antecipado, os bancos oferecem a modalidade de financiamento da importação – FINIMP.

 

Desvantagens:

  • Os riscos políticos e comerciais ficam sob responsabilidade do importador pois ele antecipará o valor ao fornecedor e precisa confiar na relação;

 

  • É necessário desembolsar o valor com antecedência.

 

Remessa sem saque

 

O importador recebe os documentos de embarque do exportador, desembaraça a mercadoria na alfândega e, após isso, envia o valor acordado para o exportador.

Vantagens:

  • Não há despesas bancárias;
  • Acelerada tramitação de documentos;
  • Não há desembolso financeiro até o recebimento da mercadoria.

 

Desvantagens:

 

  • Na remessa sem saque, há risco de extravio de documentação e atraso no processo;
  • Nem todos os fornecedores aceitam esta condição pois existe a necessidade de um relacionamento comercial de confiança.

 

Cobrança Documentária

 

O exportador envia a mercadoria e entrega os documentos de embarque ao banco remetente, que os encaminha ao banco cobrador; este fica responsável pela entrega ao importador.

 

Vantagem:

  • Menor risco de extravio de documentos, pois as tramitações e operações serão realizadas pelo banco.

 

Desvantagem:

  • A mercadoria só é liberada quando ocorre o pagamento do saque.

 

Carta de Crédito

 

É expedida por um banco emissor e formaliza o compromisso do banco de pagar o exportador da mercadoria.

Vantagem:

  • Só há obrigatoriedade de pagamento quando todos os termos e condições da carta de crédito forem cumpridos. Ou seja, caso o fornecedor não entregue os produtos de acordo com a descrição da documentação, não há necessidade de efetuar o pagamento. Esta é a modalidade mais segura de pagamentos, porém envolve a obtenção de linhas de créditos nos bancos e do pagamento das taxas de processamento da operação.

 

Desvantagem:

  • O importador fica responsável pelo custo real da carta de crédito.

Exportação – 8 dicas para vender no exterior

Este é o relato que mais escuto dos empresários em relação à exportação…

Sua empresa está há anos no mercado, já ganhou a confiança de clientes brasileiros e possui o reconhecimento de mercado, mas nunca conseguiu vender nenhum produto para clientes no exterior. Não conseguiu encontrar oportunidades em outros países ou entender o processo de maneira simplificada.

Isto também acontece com sua empresa?

Algumas empresas até tentaram contatar prováveis clientes no exterior, mas a barreira do idioma e as dúvidas sobre as procedimentos corretas, o preço adequado e a legislação, impedem que o negócio seja concluído com segurança.

Sem problemas, é comum enfrentar estas dificuldades no início. Porém, com a preparação correta sua empresa poderá conseguir bons negócios a partir de agora.

Preparei algumas dicas que irão auxiliar sua empresa na fase de planejamento da exportação, como na busca de clientes no exterior, na formação de preço de vendas, na mitigação de riscos, e muito mais.

A dica #7 é a mais importante na minha opinião, e na maioria das vezes é ignorada pelos traders e artigos da internet. Ela é a que diferencia uma empresa que terá sucesso na exportação de seus produtos, das empresas que vão investir muitos esforços no projeto e não perceberão o retorno.

Vamos lá? Tome note e em caso de dúvidas não deixe de comentar abaixo ou nos contatar!

 

DICA #1: DEFINIR A SUA ESTRATÉGIA

 

Planejamento e estratégia são as palavras-chave para qualquer empresa que deseja exportar.

Alguns empresários relatam que o foco da exportação é o “mundo inteiro”, ou seja, na verdade não possuem um foco. Pesquisar os mercados consumidores de seu produto e definir países ou regiões do globo onde há deficiências na oferta do mesmo é essencial para o sucesso de uma operação de vendas internacional. Fazer uma lista de países e realizar uma pesquisa de mercado neles é uma dica valiosa. Procure na internet informações sobre os concorrentes no país de destino da mercadoria, assim como os preços praticados e as deficiências que os clientes enfrentam no dia-a-dia.

Use blogs, fóruns na internet, redes sociais, e eventualmente ligue para clientes e distribuidores para conversar sobre o assunto. Os comentários dos profissionais destes países são as fontes de informações mais confiáveis sobre a dinâmica do mercado e fornecerão subsídios para as decisões que você irá tomar.

As informações que você coletar podem lhe auxiliar em definir o seu modelo de atuação, como a linha de produtos que será ofertada, o canal de distribuição (departamento próprio, representantes internacionais ou distribuidores) e como será feita a entrada neste mercado.

Outra pergunta importante que devemos fazer a nós mesmos é em relação a capacidade produtiva de sua fábrica. Você consegue atender o mercado doméstico e ao exterior sem ter problemas de atrasos na entrega? Os clientes internacionais são muito sensíveis ao prazo de entrega e podem perder a confiança em você caso algum pedido não seja embarcado conforme combinado na negociação.

É importante que todas as condições sejam cumpridas e que você não tenha custos extras para finalizar o pedido, como a contratação de hora-extra (que deve ocorrer somente em casos de urgência) – planejamento deve vir em primeiro lugar.

Proforma Invoice na Exportação - Fatura Comercial - NEST Consultoria

 

DICA #2: VENDEDORES NO EXTERIOR: DEPARTAMENTO PRÓPRIO, REPRESENTANTE COMERCIAL OU DISTRIBUIDORES

 

As modalidades mais comuns de canais de distribuição são:

Representante comercial no exterior

 

Alternativa com menor custo de implementação e manutenção, os representantes comerciais podem estar baseados no Brasil ou no exterior e são responsáveis pelo relacionamento entre empresas brasileiras e estrangeiras.

Estes profissionais são responsáveis por: prospectar novos clientes em diferentes países, apresentar a linha de produtos, receber cotações e pedidos que serão analisadas pelas empresas. Além disto, espera-se que o representante tenha conhecimento de sua região de atuação, tendo contato prévio com distribuidores, varejistas e indústrias do setor em questão. A comissão costuma variar de 1 a 10% .

 

Departamento de vendas próprio para exportação

 

Opção geralmente de empresas maiores ou com grandes volumes de exportação, o departamento interno de vendas para exportação irá trabalhar com as mesmas atribuições do representante comercial e poderá fazer este trabalho por telefone, visitas presenciais, ou estandes em feiras do setor.

Os departamentos demandam um investimento maior por parte das empresas pois os profissionais necessitam ser capacitados em línguas estrangeiras e todos os custos serão alocados em uma única empresa, diferentemente do representante comercial que fará uma viagem para representar diversas empresas brasileiras e dividirá as despesas.

Por outro lado, empresas que possuem departamentos internos de vendas para exportação possuem maior controle sobre a negociação e o relacionamento com o cliente e podem controlar o nível de serviço prestado.

Modelo proforma invoice - NEST

Distribuidores no exterior

Distribuidores no exterior são uma ótima opção para empresas que preferem focar suas operações em poucos pontos focais no exterior, Ou seja, prospecta-se um distribuidor em determinada região que irá estocar seus produtos no exterior e comercializar para os varejistas locais.

Esta opção é ótima para empresas que estão iniciando suas operações no exterior e querem testar a demanda em determinado país. Porém, há pouca diversificação e as margens são menores.

 

DICA #3: QUALIDADE DOS PRODUTOS

 

O mercado internacional é extremamente competitivo e você deve entregar produtos de excelente qualidade.

Tenha em mente que clientes no exterior possuem acesso a fornecedores no mundo inteiro, e consequentemente têm diversas opções de preço, qualidade e prazo de entrega. Otimize sua empresa e invista constantemente na melhora dos processos produtivos, equipamentos, treinamento e matéria-prima para que o importador perceba o seu diferencial.

DICA #4: ADAPTAÇÃO DE EMBALAGENS E MATERIAL DE VENDAS

 

Em muitos os casos é necessário adaptar a embalagem de seus produtos para o mercado externo, especialmente através da tradução para outros idiomas das instruções de uso e detalhes técnicos.

Porém, além disto, é necessário conhecer o consumidor do mercado de destino e desenvolver o design de acordo com suas preferências e gostos locais. Todos os materiais de vendas a serem distribuídos para os clientes no exterior devem estar em língua estrangeira e sem preços, assim você poderá negociar os valores de acordo com as quantidades solicitadas.

 

DICA #5: LOGÍSTICA INTERNACIONAL, FRETE E SEGURO

 

A logística internacional é customizada e dependerá de cada tipo de produto. A exportação poderá ser feita através de transporte aérea, marítimo ou rodoviário. É necessário avaliar vários fatores para tomar esta decisão, como:

  • Tamanho do produto
  • Peso do produto
  • Perecibilidade (O produto é percecível)?

Frete e seguro geralmente são responsabilidade do importador, portanto sua lista de preços será na modalidade FOB ou FCA (leia mais detalhes aqui). É comum que sua empresa, o exportador, deva entregar as mercadorias em algum porto ou transportadora no Brasil, e após isto o agente de carga do cliente se encarregará dos trâmites.

Modelo proforma invoice - NEST

DICA #6: SATISFAÇÃO = PERSPECTIVA – EXPECTATIVA

 

A qualidade do produto deve ser adaptada para o mercado e para o preço praticado. As vezes os clientes aceitam qualidades inferiores caso o preço acompanhe isto.

Portanto, é importante alinhar com os importadores quais são as expectativas em relação ao produto, quem será o consumidor final, e como será feita a distribuição no país de destino. Estas informações são importantes para adaptarmos as especificações técnicas e alinharmos o que o importadora espera.

 

DICA #7: FORMAÇÃO DE PREÇOS PARA EXPORTAÇÃO – UMA LISTA DE PREÇOS E ESTRATÉGIA PARA CADA PAÍS

 

Esta é a dica mais importante da exportação! Ressalto este tema com todas as empresas que me procuram para iniciar suas operações de comércio exterior.

Cada país deve ter uma estratégia diferente, além de uma lista de preços customizada para. E qual seria o motivo? Esta é fácil responder… Todo país possui um cenário único, com clientes e concorrentes diferentes.

Isto implicará em outras questões, como preço, prazos de entrega, qualidade esperada e oferta dos produtos. Portanto, é possível ganhar margens maiores em locais onde há pouca oferta e concorrência, porém, iremos compensar com lucratividade menor em mercados concorridos.

Sugiro que cada empresa faça uma pesquisa de preços em cada país e possua uma lista de preços flexível. Além disto, na exportação é comum que os volumes sejam maiores, o que demandará maiores descontos por parte do exportador. Esteja preparado para negociar de acordo com a quantidade, e adaptar-se para o mercado consumidor.

Pequena e média empresa importação - NEST Consultoria

 

DICA #8: PREPARAÇÃO NUNCA É DEMAIS

 

Busque treinamentos, leia artigos e informe-se sobre o comércio exterior e o seu mercado de atuação. O mundo está sempre evoluindo e os negócios também…

Procure materiais na internet, livros e conversar com profissionais que irão lhe auxiliar nas suas dúvidas, mas o importante é não deixar de aproveitar das oportunidades de comércio exterior e mudar totalmente seu patamar de faturamento.

 

RESUMO (COMO VENDER PARA O EXTERIOR)

 

Hoje é o melhor momento para sua empresa ir para o próximo patamar e encontrar um novo mundo de oportunidades.

A exportação é a oportunidade de diversificar o seu mercado consumidor e deixar sua empresa menos dependente das oscilações da economia doméstica, além de evitar os problemas de inadimplência e crédito que muitos empresas sofrem atualmente.

Exportar é uma questão de planejamento, estratégia e que certamente lhe renderá bons frutos. Deixe seus comentários e assine nosso blog para receber mais notícias sobre o tema!

Modelo proforma invoice - NEST

Como encontrar oportunidades de importação?

O mundo dos negócios está cada dia mais profissionalizado e moderno e, quem não investe corretamente ou não procura as melhores práticas, acaba sucumbindo frente a um mercado cada dia mais competitivo e voraz.
Por isso, é simplesmente fundamental que você saiba identificar as melhores oportunidades de importação, os melhores mercados, os melhores preços e condições. Você precisa de atitudes arrojadas, pois não há muitas chances para equívocos e tentativas amadoras.

Encontrando as melhores oportunidades de importação

É hora de localizar as melhores oportunidades de importação. Tome nota de cada dica para que o seu negócio cresça e suba os degraus que vão te levar a encontrar a lucratividade e o sucesso profissional.

Identifique os produtos de qualidade

Antes de qualquer coisa é importante você ter em mente que não existe um segmento totalmente rentável e outro que não renda nada. O que existe, na realidade, são produtos específicos em todos os segmentos que funcionam bem em determinados locais.

Quais são as características de um bom produto?

Para conseguir identificar um produto de qualidade, você precisa saber por onde começar. E o início de tudo é encontrar as características daquilo que entendemos como um bom produto.
Veja só alguns pontos importantes que te ajudarão bastante:

  • Bons produtos costumam ser pequenos e leves; isso gera facilidade no transporte. Além disso, o custo com frete é maior e isso aumenta o valor a ser pago. Seja o mais específico possível. Por exemplo: ao invés de investir em peças de reposição de vários tipos, escolha um (ou dois) e canalize as suas energias e a sua verba para que ele funcione bem e gere lucro.

 

  • Bons produtos são aqueles que vendem bem durante todo o ano. Fuja da sazonalidade. Invista seu dinheiro e seus esforços em produtos em que você possa ganhar dinheiro durante os dozes meses do ano.

 

  • Evite investir, por exemplo, todo o seu capital num novo modelo de celular, mesmo que seu preço de venda seja abaixo da concorrência, pois em poucos meses uma novidade surge e o seu produto não terá diferencial.

Bons produtos são aqueles que você comprar e pode dobrar o preço de venda. Se não for dessa forma, seu lucro não valerá a pena.

Fuja de produtos que precisem de muita tecnologia para funcionar. Em geral, a possibilidade de problemas é maior e há necessidade de um prazo maior de garantia.

Não adquira produtos que são também comercializados por gigantes. Aqui não estamos falando de brigas desiguais. Você precisa ser certeiro e estratégico. Não há como competir com quem tem muito dinheiro e pode investir mais do que você.

Qual a melhor maneira de encontrar os bons produtos?

Agora que você já sabe o que caracteriza um bom produto para você importar, só resta saber onde encontrar essas boas oportunidades. Existem algumas ferramentas que te auxiliam de forma excelente nessa busca. Veja só:

Alibaba.com

Aqui você encontrará diversas listas de fornecedores no exterior. Com esta ferramenta você terá acesso aos preços.

Global Sources

O Global Sources é uma excelente ferramenta para pesquisar os preços e volumes dos produtos.

Mande-In-Cina

É um lugar estratégico para análise de produtos. Eles possuem diversas opções de fornecedores e produtos pela China.

 

As oportunidades estão em todos os lugares. Converse com profissionais da área que deseja atuar, leia revistas e vá em feiras do segmento. Sempre haverá algum produto com deficiências de fornecimento no Brasil.

 

Incoterms: Aprenda como proteger as suas importações e exportações

Incoterms são regras especiais que nos ajudam a proteger as operações de comércio internacional. Os termos mais importantes são CIF, FOB, EXW e FCA, e eles são utilizados para definir os custos e responsabilidades de impostos e logística durante o transporte das mercadorias.

Por exemplo, você já se imaginou na situação em que o contêiner é envolvido em um acidente rodoviário entre a fábrica do exportador e o porto de origem na China, de quem é a responsabilidade pelo pagamento dos danos causados? Isto dependerá das condições acordadas nas INCOTERMs e descritos no pro-forma invoice.

Quando falamos em comércio internacional, é importante tomarmos conhecimentos de todos os detalhes inerentes ao assunto; afinal, queremos fazer bons negócios e obter lucros e experiências satisfatórias. E uma das coisas que precisamos aprender são os Incoterms.

Os Incoterms são regras especiais que nos ajudam a interpretar termos muito utilizados no comércio internacional. Quando fazemos uma negociação dentro do nosso país, os percursos envolvidos são menores, ambos os lados conhecem a cultura local e não há o empecilho do idioma, que geralmente é uma grande barreira. Mas quando estamos tratando de comércio internacional, é preciso criar padrões gerais de distribuição e todos os detalhes referentes aos riscos e despesas do transporte de mercadorias.

Foi pensando em resolver todas essas questões que a Câmara de Comércio Internacional (CCI) criou os Incoterms, em 1936. Os Incoterms são divididas em:

  • Grupo E: partida (EWX)
  • Grupo F: transporte principal não pago (FCA, FAZ, FOB)
  • Grupo C: transporte principal pago (CFR, CIF, CPT, CIP)
  • Grupo D: chegada (DAF, DES, DEQ, DDU, DDP).

Para que você domine o assunto e se prepare ainda mais para o comércio internacional, separamos algumns Incoterms para você conhecer mais profundamente.

1 – CIF

CIF é a sigla de Cost, Insurance and Freight (Custo, Seguro e Frete). É uma condição comercial em que todos os tipos de despesas, incluindo seguro marítimo e frete, estão incluídas no preço negociado com o fornecedor. Ela é responsável não somente pelas despesas de transporte até o ponto de destino, mas também cuida dos riscos a que as mercadorias estão expostas durante o trajeto.

2 – FOB

FOB é a sigla de Free on Board. Os custos são por conta do vendedor até o momento em que as mercadorias, preparadas para a exportação, tenham sido embarcadas no navio indicado pelo comprador. Após isto, os custos com frete marítimo, o desembaraço no local de destino, e a entrega até o galpão do importador, é de responsabilidade do comprador.

3 – EXW

EXW é a sigla de Ex Works. É quando todos os custos ficarão por conta do comprador que terá a missão de retirar as mercadorias junto ao vendedor e trazê-las para o seu país. Ou seja, o exportador disponibilizará as mercadorias na fábrica do país de destino, e é responsabilidade do importador fazer o trânsito até o local desejado.

4 – FCA

FCA é a sigla de Free Carrier. A função do vendedor é entregar as mercadorias na empresa transportadora que o comprador indicou. É bastante utilizada no transporte aéreo, ferroviário ou multimodal.

 

Gostaria de saber mais detalhes sobre as Incoterms e como importar? Entre em contato conosco clicando aqui.

Como me proteger da variação cambial?

A crise internacional de 2008 foi danosa para diversos segmentos da sociedade; e o comércio foi um dos que mais sofreu. O sistema financeiro mundial mostrou-se refém do momento e o uso sem precedentes de derivativos colocou em risco tanto a importação como a exportação mundial.

A variação cambial é um veneno que pode destruir pequenas, médias e grandes corporações. Para que o avanço desse mal seja contido, é indispensável a utilização de derivativos cambiais e, ao longo do tempo, essa prática se tornou habitual no meio comercial.

Vamos entender o essencial para que a sua empresa consiga se proteger das variações cambiais?

É importante para a importação e exportação que você esteja atento a todas as possibilidades que gerem proteção, diminuam os riscos e, principalmente, garantam lucros seguros para os seus negócios.

Os derivativos cambiais

 Os derivativos cambiais são também conhecidos como Hedge e traduzem a ideia de proteção, tanto para os pequenos negócios quanto para os de grande vulto e que movimentam importantes somas monetárias.

 Por derivativos cambiais entendemos que são contratos estabelecidos entre compradores e vendedores. O valor do bem a ser comercializado é definido previamente entre as partes e será mantido até a finalização do processo, independentemente à ocorrência de valorizações ou desvalorizações dos produtos.

Tipos de derivativos cambiais

 Existem quatro principais tipos de derivativos cambiais. Verifique aquele que mais se adequa ao seu tipo de negociação.

1 – Swaps

 Através das Swaps, é possível definir um fluxo de pagamentos entre as partes. Trata-se de uma troca (swap, em inglês) de riscos entre as partes envolvidas na negociação comercial.

 No seu uso, é firmado um acordo onde as partes trocam o risco de uma posição ativa (credora) ou passiva (devedora) tomando-se por base critérios previamente estabelecidos.

 São bastante utilizadas por bancos, empresas e instituições de investimentos.

2 – De opção

 Através dessa modalidade, vendedores ou compradores têm a opção de vender ou comprar o ativo relacionado na data do vencimento, por um valor anteriormente estabelecido.

 A parte que adquirir o direito (de comprar ou vender) tem a obrigação de pagar um prêmio ao vendedor, da mesma forma como ocorre num acordo de seguro.

3 – Futuros

 Com este contrato, fica estabelecida a venda ou a compra de um determinado ativo, numa data futura e por um valor estabelecido.

 O vendedor ou o comprador tem o compromisso de vender ou comprar uma determinada quantidade de um ativo por um preço estipulado.

 Esse compromisso é reajustado de acordo com as expectativas do mercado com relação ao preço futuro do bem. Essa é uma modalidade realizada apenas em bolsas de valores.

4 – A termo

 No contrato a termo, o comprador ou o vendedor tem o compromisso de comprar ou de vender determinada quantidade de um ativo financeiro ou mercadoria por um valor fixado na data de realização do negócio e que será liquidado em data futura.

 A liquidação total dos contratos a termos são realizadas somente na data de vencimento. São específicos de negociações em bolsa e no mercado de balcão.

A melhor opção para te ajudar a vencer as variações cambiais

 Importar ou exportar não é tarefa fácil e você precisa se cercar das melhores opções para realizar sempre os negócios mais vantajosos para a sua empresa.

 Por isso, é indispensável que você recorra a empresas especializadas em importação/exportação. Através do suporte de profissionais experientes, você terá a verdadeira segurança para definir os passos ideais que devem ser dados.

5 motivos para sua empresa começar a exportar agora mesmo

Exportar é muito mais do que uma boa opção para pessoas e empresas; é uma excelente alternativa de desenvolvimento. E, independente do receio de algumas pessoas, é importante ter em mente as diversas vantagens que existem.

Por isso, é hora de esclarecermos todas as dúvidas e mostrar que vale a pena exportar e que todo mundo ganha: o exportador, o importador e o mercado interno, com o ingresso de divisas e geração de emprego e renda.

 

Vantagens de exportar

 

1 – Diversidade de Mercados

Quando uma empresa se prepara para exportar, ela destina uma parte da sua produção para o mercado interno e a outra para o externo. Essa ação aumenta a carta de clientes em diferentes mercados. E uma das grandes vantagens desse empreendimento é que a empresa diminui os riscos e se torna mais independente, pois quantos mais mercados ela estiver atuando, menos dependente ela será e menos exposta estará a crises financeiras em determinadas regiões.

Além disso, é importante frisar que a diversidade de mercado acaba com o problema das empresas que vendem produtos sazonais. Por exemplo, se a empresa “X” vender casacos, ela não ficará dependente da estação fria no seu país. Ela terá condições de produzir durante todo o ano, atuando de acordo com a estação fria dos mercados em que ela estiver atuando.

 

2 – Crescimento da produtividade

Quando uma empresa dá início à exportação, ela precisa produzir em maior quantidade e também com qualidade cada vez melhor para conseguir ser competitiva no mercado internacional. Para isso ela precisará se modernizar e, pensando de forma global, sairá ganhando com todo o processo, pois a modernização leva ao crescimento da empresa.

 

3 – A qualidade do produto

Conforme mencionamos anteriormente, a internacionalização de uma empresa a obriga a se adaptar às exigências do mercado em que estiver atuando.Elas precisam adquirir tecnologia, pois essa é uma exigência dos mercados internacionais, que sejam seguidas normas e procedimentos.

O investimento na qualidade dos seus produtos será percebido por todos seus clientes, do mercado doméstico ou internacional, o que garantirá a sustentabilidade de sua empresa e a geração de receitas com o fortalecimento da marca e dos produtos.

 

4 – A carga tributária

Quem exporta tem a possibilidade de usufruir de mecanismos que ajudam a diminuir os tributos: são os incentivos fiscais.

Os incentivos fiscais eliminam tributos incidentes sobre os produtos nas operações realizadas no mercado interno. Nas exportações, é fundamental que os produtos cheguem ao mercado internacional com preços competitivos, e isso se torna possível pela compensação dos incentivos fiscais.

 

5 – Melhoria na empresa

Quando uma empresa se torna exportadora, tudo muda para melhor, seja nos processos internos como na imagem que o mercado tem sobre ela. Veja só:

Internamente

  • Padrões internacionais de gerenciamento, adotados em função das exigências do mercado externo.
  • Novas tecnologias empregadas, devido ao processo de internacionalização da empresa. É uma exigência dos mercados que irão importar os seus produtos.
  • Crescimento e qualificação da mão de obra para que seja possível alcançar todas as novas exigências do processo de exportação.
  • Fortalecimento do valor agregado da marca.

 

Externamente

  • Crescimento da marca, pois o consumidor passa a olhar a empresa com outros olhos, com mais respeito, o que tende a gerar mais vendas e fidelização do seu público-alvo.
  • Os fornecedores também passam a encarar a sua empresa com outra postura, o que pode melhorar o processo de negociação de produtos.

 

A peça importante para o sucesso da exportação

Agora que você já tem total certeza de que vale a pena exportar, é preciso definir todos os passos desse projeto com uma empresa especializada no assunto, pois é de fundamental importância que você tome conhecimento de todos os trâmites legais.

Além disso, quando você contrata uma empresa especializada, ela já tem conhecimento dos mercados internacionais e vai te direcionar para os melhores clientes, diminuindo por completo a possibilidade de prejuízos, com maus clientes e negociações que não sejam vantajosas para a sua empresa.

Esse é o melhor investimento na hora de exportar e você tem tudo para lucrar com isso.

Cotação para exportação: Como elaborar uma pro-forma invoice (fatura pro-forma)

Sua empresa recebeu uma cotação de um cliente estrangeiro e está se preparando para fazer sua primeira exportação? Então é hora de emitir sua primeira pro-forma invoice, também conhecida como fatura pro-forma.

A pro-forma invoice é um dos documentos mais importantes no comércio exterior, sendo utilizado tanto nas operações de importação como nas de exportação. Ela é utilizada na fase inicial da negociação, ou seja, no processo de cotação entre clientes e fornecedores estrangeiros, e serve para definir as condições comerciais e proteger ambos os lados de possíveis questionamentos e disputas comerciais que possam ocorrer no futuro. A fatura comercial também é utilizada para definir os custos e responsabilidades sob a mercadoria durante o transporte logístico.

Por exemplo, você já se imaginou na situação em que o contêiner é envolvido em um acidente rodoviário entre a fábrica do exportador e o porto de origem na China, de quem é a responsabilidade pelo pagamento dos danos causados? Isto dependerá das condições acordadas nos INCOTERMs e descritos no pro-forma invoice.

O pro-forma não é uma obrigação de compra ou pagamento por parte do importador, ele somente formaliza as negociação entre ambas as partes. Mesmo com o pro-forma assinado pelo cliente, é importante que o comprador realize o depósito antes que a mercadoria seja despachada. Além disto, é importante ressaltar que ele pode ser emitido em inglês ou na língua do importador.

Preparamos uma lista de itens que são recomendáveis para garantir uma operação segura e sem riscos. É aconselhável que todos os itens sejam preparados e conferidos com muita atenção pois o fornecedor se baseará nos mesmos para produzir e entregar as mercadorias. Os principais itens da pro-forma invoice são:

 

  • Consignee: Neste campo são descritas as informações cadastrais da empresa importadora dos produtos – razão social, endereço completo e telefone. Nos casos em que há intermediação da importação via trading, o campo consignee é preenchido com os dados da empresa de trading.
  • Notify: Empresa ou pessoa que poderá receber informações sobre o status da importação – também são utilizados os dados cadastrais de razão social, endereço completo e telefone. Este campo é muito utilizado em casos onde há importação via trading, sendo que o Notify é a empresa de destino da mercadoria.
  • Condições de pagamento: Esta seção do pro-forma invoice detalha como será feito o pagamento das importações. Apesar de ser comum a utilização do pagamento antecipado, o fornecedor pode conceder prazo para pagamento, assim como o pagamento com carta de crédito.
  • Quantidade por produto: Quantidade a ser produzida por item.
  • Quantidade total: Somatório da quantidade de cada produto.
  • Valor unitário: Valor unitário por produto na moeda da negociação.
  • Valor total: É o campo que, além de somar o valor unitário multiplicado pela quantidade de cada item, é descrito por extenso com a moeda da negociação.
  • INCOTERM: os INCOTERMS definem as responsabilidades entre o importador e o exportador. Por exemplo, de quem é a responsabilidade pelo pagamento do frete, seguro e impostos? Até qual período da viagem a responsabilidade é do exportador? Os INCOTERMS mais comuns são:
    • CIF – Cost, Insurance and Freight: Quando o exportador informa o preço CIF, ele está nos dizendo que o mesmo inclui: custo da mercadoria, seguro e frete até o porto de destino final, ou seja, somente é necessário pagar os impostos de importação.
    • FOB – Free on Board: O exportador se responsabiliza a entregar a mercadoria no porto de origem, sendo responsável pelo transporte da fábrica até o costado do navio. Após isto, ou seja, durante o trânsito marítimo e desembaraço, as responsabilidades são do importador. É necessário acrescentar o porto de origem da mercadoria após a palavra FOB.
    • FCA – Free Carrier: Sempre acompanhado de um local de destino, o vendedor entregará a mercadoria neste lugar mencionado, sendo que é responsável por todos os custos e despesas até este local pré-definido.
    • EXW – Ex-works: O exportador disponibilizará a mercadoria na fábrica ou armazém de origem, ou seja, ele não se responsabilizará pelos custos de logística e despesas, como frete, seguro e impostos.
  • Condições de qualidade: Os requisitos de qualidade podem ser descritos nesta seção. É importante detalhar para o fornecedor as expectativas e parâmetros das mercadorias, assim não haverá surpresas no momento de desembarque da carga.
  • Validade da proposta: Toda proposta comercial deve ter uma validade que limita a data máxima em que a cotação é ainda válida. Esta data impede que futuras variações no preço não sejam aceitas pelo cliente caso ele leve um tempo grande para confirmar a cotação.
  • Data de embarque: O fornecedor dará uma previsão de embarque da carga, o que é muito importante para agendamento do frete com o agente de cargas, além da preparação da descarga no destino.
  • Canal bancário: É interessante descrever no pro-forma os dados bancários para facilitar o processamento do pagamento, assim como diminuir o risco de fraude em que alguém envia dados bancários incorretos para pagamento da fatura.
  • Assinatura: Tanto o importador como o exportador devem assinar o pro-forma invoice para garantir a veracidade e conferência das informações.

 

No link abaixo disponibilizamos um modelo de pro-forma invoice ideal para empresas que precisam começar a exportar com segurança. Ele contem todos os detalhes acima, você somente precisa adaptar a sua mercadoria. Baixe o modelo de proforma invoice clicando aqui!

Modelo proforma invoice - NEST

Você já emitiu ou recebeu a sua primeira pro-forma invoice? Você localizou todos os itens acima? Compartilhe sua experiência conosco nos comentários abaixo. Caso você tenha alguma dúvida sobre a fatura comercial, entre em contato conosco clicando aqui.

4 motivos para sua empresa importar do Mercosul (o #3 é o nosso favorito)

Antes de qualquer coisa, é preciso ter certeza de que você conhece as principais informações sobre o Mercosul. Mercosul é a sigla de Mercado Comum do Sul, que vem a ser uma União Aduaneira, formada em 1991, entre Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai e Venezuela.

Mais adiante Colômbia, Chile, Bolívia, Equador e Peru ingressaram nesse grupo, que tem como objetivo principal estabelecer uma tarifa externa que seja comum a todos eles, além da livre circulação de mercadorias, serviços e bens entre os associados.

Diminuir as barreiras alfandegárias e adotar uma política comercial comum em relação a outras nações são importantes motivos de existir dessa união. Isso quer dizer que devem ser estipuladas taxas comuns para produtos e serviços vindos de outros países que não sejam daqueles que compõem o Mercosul.

É fácil perceber que existem muitas vantagens para os países que compõem esse grupo, concorda? E se você pretende ingressar no seleto grupo de importadores? Será que é vantajoso o fato do Brasil estar no Mercosul? Ou isso pode se tornar um grande entrave para os seus objetivos?

 

O Brasil importador

É importante para o Brasil manter relações comerciais com outros países e importar produtos e serviços que sejam mais baratos e de melhor qualidade do que aqueles produzidos internamente. Afinal, é impossível sobreviver sendo autossuficiente.

Por isso, importar tornou-se uma importante ação para o Brasil. Mas, de quem importar? Quais são os melhores mercados para isso?

O fato de estar no Mercosul dá ao Brasil, além de proteção e poder de competição no exterior, algumas vantagens quando as ações comerciais são realizadas entre as nações que compõe o grupo. Você sabe quais são essas vantagens? Vejamos!

 

Vantagens

1. Tempo para receber as importações

É muito mais simples, mais rápido e também mais seguro quando comercializamos com países que fazem fronteira com o nosso país, não é verdade?

A logística é muito mais eficaz e o tempo de entrega é bastante acelerado e você não precisará esperar tanto quanto quando comercializamos com nações distantes. O frete geralmente é rodoviário, o que também permite valores mais baixos de logística.

2. Volumes reduzidos e menos riscos

O ideal é começar importando em quantidades seguras, sem exageros; afinal você não quer – e não pode – jogar dinheiro fora.

Por isso, é necessário olhar com bons olhos a possibilidade de pagarmos baixos impostos – ou nem pagarmos – e com volumes reduzidos. Isso diminuirá a margem de erro e o risco de dívidas comerciais, perigosas para o futuro de qualquer empreendimento.

3. Impostos

A entrada do Brasil no Mercosul tem impacto relevante em relação aos impostos pagos para importação.

Enquanto comercializa com nações europeias ou asiáticas, por exemplo, existe a obrigatoriedade de pagamento de impostos de importação que, muitas vezes, inviabilizam o negócio em função dos altos valores.

Mas este problema deixa de existir quando as relações são feitas entre os componentes do Mercosul, pois os impostos de importação entre eles foram reduzidos a zero ou a uma taxa muito próxima à isenção total.

4. Livrando-se do dólar

Uma das grandes vantagens de importar do Mercosul é que as negociações são realizadas em moeda local e não na moeda dos EUA, gerando reservas cambiais importantes para o desenvolvimento do Brasil. Além disto, a variação das moedas do Mercosul costuma ser menor, o que permite uma negociação sem a preocupação de grandes alterações do câmbio.

 

Você já importa produtos do Mercosul? Como foi sua experiência e quais são os seus planos?

Minha empresa é muito pequena para importar?

Importar é o melhor caminho por diversos motivos: pela diversificação da produção, bons negócios, ampliação dos mercados, entre outros. Mas existem alguns empresários que abrem mão desta vantagem por acharem que não tem subsídios necessários para tal ação. Eles estão certos? Não, não estão.

Separamos quatro argumentos para explicar pra você que isso não passa de um mito e que você não é tão pequeno a ponto de não ter capacidade de importar.

Aliás, você vai perceber que não existe um patamar mínimo para que você seja considerado capacitado – ou não – para isso. Prepare-se! Seus dias longe das importações estão contados.

 

1. Não precisa ser grande

Quem disse que somente as empresas grandes e bastante estruturadas é que podem importar? Esse equívoco tem excluído diversos empreendedores de realizarem bons e grandes negócios, pelo simples fato de julgarem que o processo importador requer grandes somas monetárias e um departamento de comércio exterior amplamente desenvolvido.

A grande vantagem dos dias atuais é o desenvolvimento de empresas especializadas nesse trâmite e que podem buscar os melhores atalhos para você e a sua empresa.

O custo costuma ser proporcional àquilo que você pretende importar. Procure uma consultoria que dará todos os primeiros passos por você, te proporcionando as melhores opções que a importação pode fornecer.

 

2. Haja dinheiro

Os pequenos e médios empresários esbarram na grande questão: não ter tanto capital a ponto de importar. Impostos e valor dos produtos são vistos como grandes entraves para quem ainda não se considera grande no mercado.

Mas existem excelentes alternativas, como as linhas de financiamento, que possibilitam uma linha de crédito no exterior para que você adquira os seus produtos de forma segura e com taxas de juros fixas.

Por isso, qual o problema em você possuir uma empresa pequena e com investimentos mais comedidos?

 

3. Não possuo capital para viajar constantemente para o país que exportará para mim

Outra justificativa sua para não importar é que não possui tempo de viajar a todo o momento para o país exportador para acompanhar a produção dos produtos que você deseja e também para conhecer de perto a qualidade do serviço.

Além disso, você coloca na sua planilha os gastos com hospedagem, dificuldade com idioma e custo de passagens.

Mas nada disso é necessário se você contratar uma empresa especializada neste serviço. Ela fará tudo por você. Existem assessorias e consultorias especializadas em comércio internacional. Ela será os seus olhos em contato direto com o país exportador, dando a segurança que você precisa para realizar os melhores negócios e nos melhores mercados, pois ela também indicará as principais opções, aquelas que se encaixam perfeitamente no seu orçamento.

 

4. Sou pequeno, não possuo espaço e nem dinheiro para negócios que envolvam grandes somas monetárias

E lá vai novamente você colocando milhões de barreiras para não importar. O fato de seu empreendimento ser pequeno não te exclui desse tipo de negócio.

Apesar de alguns exportadores focarem em fazer negócios de alto valor e em grandes quantidades, não quer dizer que todos sejam assim. Existem diversos mercados que são favoráveis a vendas com uma quantidade reduzida e essa opção se encaixa perfeitamente com você.

E não para por aí: você pode importar negociando com distribuidores internacionais. Nesse contexto, mais uma vez, mencionamos as empresas especializadas neste tipo de negócio que farão a melhor leitura do mercado para que você encontre o fabricante que mais se aproxime dos seus objetivos.

 

E agora?

Agora não tem mais desculpa e não dá mais pra usar o tamanho do seu investimento para não importar. Por isso, procure imediatamente uma empresa que vai te levar para os melhores mercados e abrir um novo mundo de negociações para você.

 

Mãos à obra! Compartilhe sua experiência e dúvidas nos comentários abaixo!

Custos na importação

Ao optar pela importação de um produto, é essencial que o importador faça uma análise completa de todos os custos envolvidos na nacionalização da mercadoria, a fim de definir estrategicamente se a operação é compensatória para determinada mercadoria, bem como buscar soluções e opções para otimização dos resultados financeiros.

A importação em si envolve muitas variáveis, tais como a parametrização fiscal da Declaração de Importação (que irá influenciar no tempo de permanência da mercadoria no recinto alfandegado), taxa de câmbio, se haverá ou não necessidade de vistoria MAPA/expurgo (para importações marítimas), pagamento ao órgão anuente (quando for o caso), utilização ou não de benefício fiscal de ICMS, entre outros. Para uma análise mais detalhada e crítica da operação, o importador pode contar com a ajuda de uma empresa especializada.

No entanto, há alguns custos que são comuns a todos os processos, os quais estão relacionados abaixo:

  1. Pagamento da mercadoria ao exportadorA forma de pagamento deve ser negociada entre o importador e exportador;
  2. Pagamento do frete internacionalao agente de carga: normalmente será pago após a chegada da carga no Brasil, com a taxa de câmbio vigente – para operações COLLECT. Em caso de operações PREPAID, o valor é pago diretamente ao exportador, juntamente com a mercadoria;
  3. Pagamento dos impostos federais para a Receita Federal (o fato gerador dos impostos federais ocorre no momento do registro da DI, bem como sob a taxa de câmbio vigente nesta data. Estão inclusos: Imposto de Importação, Imposto sobre produtos industrializados (IPI), Pis/Pasep, Cofins, Antidumping (quando for o caso). As alíquotas destes impostos são dadas de acordo com classificação fiscal do produto. Em toda DI também há a incidência da Taxa Siscomex;
    • Imposto de importação: O Imposto de Importação é recolhido com base no valor aduaneiro da importação, ou seja, o valor CIF (custo da mercadoria, seguro e frete).
    • Imposto sobre produtos industrializados (IPI): Calculado com base no valor aduaneiro adicionado do imposto de importação (II).
    • PIS/Pasep: Calculado com base no valor aduaneiro.
    • COFINS: Calculado com base no valor aduaneiro.
  4. Pagamento de armazenagemao recinto alfandegado: é pago pelo período de permanência da carga, e inclui também os serviços agregados que se fizerem necessários. A escolha do recinto alfandegado é feita pelo importador;
  5. Pagamento do AFRMM: para importações marítimas, é obrigatório o pagamento do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante. Pode ser pago a partir da data da atracação do navio no porto de destino e antes da retirada da mercadoria;
  6. Pagamento dos serviços da comissária de despacho: Normalmente o importador faz a contratação de uma comissária de despachos para realização do desembaraço aduaneiro e operações intrínsecas. O valor depende da operação e negociação;
  7. Pagamento do ICMS: trata-se de um imposto estadual (Imposto sobre a circulação de mercadorias e prestação de serviços) e é devido ao estado do importador do bem. Pode ser pago a partir da data do registro da DI e tem como fato gerador o desembaraço aduaneiro. Em caso de operações via trading, o valor pode ser reduzido, através da utilização de um benefício fiscal;
  8. Pagamento do Frete Rodoviárioà transportadora: normalmente o importador opta por terceirizar o serviço de retirada da mercadoria do recinto alfandegado e entrega na empresa e/ou local desejado.

Calculadora de custos de importação

Você já sabe como calcular os impostos incidentes em uma importação? Baixe nossa planilha de custos na importação clicando aqui.